É agora José!
Certa vez, um Zezinho chegou triste. Trazia uma reclamação da escola. No bilhete, que deveria ser assinado pela mãe, a professora se queixava: o menino costumava ir à escola cheirando a xixi e com o caderno sujo de barro. A psicopedagoga Ana Beatriz Fernandes Nogueira não teve dúvidas. Convidou a professora para visitar a casa do aluno. Depois de entrar na favela, atravessar vielas íngremes e enlamear os sapatos, a professora descobriu que não se tratava de um simples caso de desleixo. O menino, filho de um traficante, não tinha mãe para assinar o bilhete porque vivia com a avó, deficiente visual. O caderno ficava sujo de barro porque o barraco era de terra batida e lá não havia mesa. O banheiro, quase a céu aberto, era coletivo.
Fonte: Projeto Generosidade