Funding Available: Forgotten Diaries’s Call for Proposals - New Grants for Grass-roots Peace-building Projects

Funding Available: FD’s Call for Proposals

FD’s New Grants for Grass-roots Peace-building Projects

Register Your Application Now (SEE BELOW)!

Application deadline: May 30, 2010

 
Grants program description:

Following the success of our first grants program, FD is proud to announce another grants program. We are looking to provide small grants of between $200 and $400 USD to youth who have inspiring ideas to make a difference in their community.

We encourage you to watch our documentary and visit our website for some ideas of former projects, as well as to get to know the values advocated by FD.

The project must be managed by youth, and be completed within a three month period after receiving the grant. Applications must submit reports to the FD team monthly along with photos. Deadline for applications is May 30, 2010. The arriving project proposals should be run by young people,  innovative and effective and aim to promote community development and to build a more peaceful future both on community and large-scale levels. The projects are to encourage  the active participation of youth in the development of a culture of peace and conflict resolution in their communities. The project should be completed within a three-month period after receiving the grant.

All applicants must reside in a country which is currently or has recently experienced conflict. Applicants must be aged 18 to 30 and be actively involved or leading the project they submit to this grants program.

 

About Forgotten Diaries:

Forgotten Diaries (FD) is an online initiative which aims at shedding light on the most unreported and underreported conflicts, crisis and issues by involving those most affected by these: children and young people. Forgotten Diaries is a unique project which aims to raise awareness of the several under-reported conflicts currently occurring around the world and empower young people living in these zones with the skills and tools they need to contribute towards grass roots peace-building and community development.

Forgotten Diaries also provides young people with the possibility of making their voices heard through the media, by reporting on their daily life via an especially dedicated platform for the exchange of information and analysis of critical situations.

 

Application (HOW TO APPLY):

Register your interest in participating in this Call for Proposals by completing the online application form by May 30, 2010 at:

(http://www.kwiksurveys.com/online-survey.php?surveyID=KIODIO_f282a40e)

Successful applicants will be notified within two weeks of the closing date for registrations.

Should you have any questions, pls contact us at: an.hayrapetyan@yahoo.com


Sincerely,

Forgotten Diaries Team

 

Julio Lima
Youth Action for Change
Course Coordinator

www.youthactionforchange.org
www.forgottendiaries.org

Pobreza deixa marcas biológicas permanentes nas crianças, dizem cientistas

Reprodução da Folha Online http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u697292.shtml

JEAN LOUIS SANTINI
da France Presse

A pobreza pode deixar profundos e permanentes efeitos biológicos em crianças pequenas que, quando adultas, correm mais riscos de sofrer problemas de saúde e ter renda mais baixa, revelou uma pesquisa apresentada no último fim de semana em San Diego, Califórnia.

Cientistas americanos definiram "uma biologia da pobreza" entre adultos que passaram a infância em um ambiente de pobreza, principalmente entre aqueles que viveram na miséria antes dos cinco anos de idade, segundo o estudo publicado no domingo, na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).

"A pobreza tem o potencial de modificar profundamente a neurobiologia da criança pequena em desenvolvimento", e pode afetar diretamente toda a sua vida, afirma Greg Duncan, da Universidade da Califórnia.

A primeira infância é um "momento crucial para estabelecer a arquitetura do cérebro que dá forma ao futuro cognitivo, social e de bem-estar emocional da criança", explica o estudo.

"As crianças que crescem em um ambiente desfavorável mostram níveis desproporcionais de reação ao estresse, e isso é notado a nível de exames hormonais, neurológicos e de perfis epigenéticos", diz Thomas Boyce, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá.

Para medir os efeitos socioeconômicos destes marcadores neurobiológicos da pobreza, os pesquisadores analisaram dados demográficos de 1.589 adultos nascidos entre 1968 e 1975, incluindo o nível de renda de suas famílias e os anos de educação alcançados, além de dados sobre sua saúde e antecedentes penais.

"Diferenças notáveis" foram percebidas entre as vidas adultas daquelas crianças, de acordo com o nível socioeconômico antes dos seis anos.

"Em comparação com crianças cujas famílias registravam renda pelo menos duas vezes mais alta que a linha de pobreza durante sua primeira infância, as crianças pobres tiveram dois anos a menos de escolaridade em média, trabalham 451 horas a menos por ano e ganham menos da metade", indica o estudo.

Estas crianças também receberam de adultos mais de US$ 800 a mais por ano em cupons de alimentos, e foram duas vezes mais propensas a ter uma saúde em geral deficiente ou altos níveis de estresse psicológico.

As crianças pobres também acabaram mais gordas que as ricas, assim como mais propensas a apresentar sobrepeso na vida adulta.

Além disso, homens pobres desde a infância têm o dobro de chances de serem presos, e as mulheres, seis vezes mais chances de se tornarem mães solteiras.

A pesquisa, a primeira com estas características realizada nos Estados Unidos, também demonstrou que se uma família pobre recebe US$ 3.000 por ano a mais por meio da assistência social do governo por ter um filho de menos de cinco anos, quando adulto esta criança ganhará 17% a mais e trabalhará 135 horas a mais por ano.

"Este estudo prova que as políticas de bem-estar social dirigidas a famílias americanas pobres com crianças pequenas produzem resultados palpáveis."

Segundo os autores do estudo, quatro milhões de crianças nos Estados Unidos viviam na pobreza em 2007.

Para Jack Shonkoff, da Universidade de Harvard, a pesquisa oferece "uma oportunidade magnífica para aprender mais sobre a biologia da pobreza, que pode ajudar a desenvolver novas ideias e mitigar o impacto da precariedade no emprego e proteger melhor as crianças pequenas".


Fonte: Folha Online

10 innovaciones de la década

Um Teto Para Meu País entre as 10 inovações da década, ao lado de iPod, Wikipedia e Youtube

*Reproducción de Carlos A. Osorio para El Sábado, revista de El Mercúrio (Chile)

 

El iPod + iTunes, el Hígado Bio-Artificial, Wikipedia, Un Techo para mi País y YouTube. A peticion de "Sábado", Carlos Osorio, experto en innovación y PhD en Tecnología, Gestión y Estrategia del MIT, seleccionó los inventos 2000-2010 que nos cambiaron la vida. 


Cada vez que alguien pide identificar las mejores innovaciones de una década se corre el riesgo de dejar fuera a iniciativas tanto o más meritorias. Por esto, elaborar este listado no fue fácil. Los criterios para incluir las 10 iniciativas que vienen a continuación fueron el impacto directo mostrado o potencial en los objetivos que se buscaba cumplir, impacto indirecto en potenciar o permitir otras iniciativas que se generaron con posterioridad, nivel de esfuerzo involucrado y grado de novedad, y por último, número de personas beneficiadas con cada innovación. Sin embargo, no siempre todos los criterios se encontraron presentes en cada iniciativa.

Otras innovaciones dignas de mencionar son el Segway, creado por Dean Kamen en 2001, un Examen de ADN de retail que salió al mercado el 2008 y que estima la predisposición de las personas a cerca de 90 dolencias, el 787 Dreamliner de la Boeing (2009), PayPal, y el Tesla Roadster, un auto eléctrico deportivo que se vende a US$ 100.000.  Hay, además, algunas innovaciones que parecieran ser de las última década, sin embargo fueron desarrolladas con anterioridad. A continuación una pequeña lista: automóvil eléctrico (1800), redes sociales (1967), mensajes de texto (1992), Java (1995), e-Paper (1973), y el snowboard (1965).

Sin embargo, los últimos 10 años pueden no ser nada si miramos las mejores innovaciones de los últimos 100.  Ahí, sin duda y siguiendo los mismos criterios, veremos artefactos y procesos que hoy damos por sentados, pero que si no hubiesen sido creados viviríamos muchos años menos, y no tendríamos acceso a muchas de las comodidades o medios de comunicación que hoy utilizamos casi de manera automática.


 1. IPod + iTunes | 2001

El iPod desarrollado por Apple, ha sido reconocido como la reencarnación mejorada del primer dispositivo de audio portable no mecánico desarrollado (el MPMan F10). Con el iPod, la empresa cambió la manera de relacionarse con la música al vender una experiencia que permitía llevar "1.000 canciones en tu bolsillo", y dejar de depender de los CDs, y cassettes.  Más que el iPod, sin embargo, la gran diferencia con otros mediaplayers es su tienda iTunes, abierta en 2003 para venta de música y que luego,para 2006, ya incluía videos musicales y películas.  El éxito de iPod, sin embargo, va más allá del negocio para Apple, porque vino a redefinir el diseño dominante en torno a cómo debería ser un mediaplayer, y masificó una experiencia distinta de relacionarse con la música. No es raro ver que una gran parte de mediaplayers se ven y operan de manera similar a un iPod, aunque sin iTunes. Parte del mérito, y razones del éxito, de Apple es haber venido desde fuera y aterrizar en la industria de la música.


2. MIT OpenCourseWare 1999

Recuerdo estar a punto de comenzar una clase en Harvard el 2001... el profesor entró y dijo "en MIT se volvieron locos... van  a poner todo su material en la Web, gratis y accesible para todos". El proyecto comenzó en 1999 cuando un grupo de profesores propuso usar la internet para "educar mejor a los estudiantes y avanzar el conocimiento", sólo que no fueron explícitos en definirlo sólo para el MIT. En 2000 se propuso el concepto del OpenCourseWare (OCW), y para el 2001 ya existía una prueba de concepto. ¿El objetivo? "Apuntes, exámenes y videos de clases en MIT, sin necesidad de matricularse". Para el 2002, se tenían 50 cursos en la web y a fines del 2009 ya se cuentan más de 1.900... casi todos los del Instituto, en todos sus departamentos. El impacto no ha sido sólo tener a disposición de todo el mundo los cursos de la que muchos consideran la mejor universidad tecnológica del mundo, sino además el efecto que ha tenido en otras iniciativas al dar acceso público y gratis al contenido de sus cursos. El valor de OCW se ha extendido más allá de la idea inicial de sus fundadores, y hoy se puede encontrar iniciativas como iTunes U, de Apple, que contiene videos y materiales de varias universidades y colegios.

3. Máquina de Secuenciamiento Automatizado | 2000

El descubrimiento de la secuencia del genoma humano ha sido catalogado como uno de los mayores logros científicos de los últimos tiempos, por su relevancia e impacto en entender muchos secretos de nuestra vida. Un hito fundamental en este logro fue la Máquina de Secuenciamiento Automatizado (MSA) desarrollada por Craig Venter, entonces presidente de Celera Genomics. Venter construyó un sistema que, mediante una mezcla de algoritmos matemáticos, un método de corte y selección de secciones de ADN llamado "shotgun sequencing", y capacidad computacional, le permitió decodificar el genoma humano a un 10% del costo y en un 16% del tiempo que le tomó al Proyecto del Genoma Humano, del Estado Norteamericano.  Desde entonces, el secuenciamiento automático de genes se ha convertido en práctica habitual, y las MSA han transformado la biotecnología, generando un impacto significativo en los avances de la medicina, farmacología y descubrimiento de drogas.


4. Hígado Bio-Artificial | 2001

Personas con problemas o insuficiencia funcional del hígado debida a hepatitis, cirrosis o rechazo a donaciones de órganos sufrían grandes problemas.  Hasta que el Dr. Kenneth Matsumura, de la Fundación Alín, creó un dispositivo externo que, aprovechando las posibilidades de regeneración del hígado, sirve para tres propósitos. El Hígado Bio-Artificial permite que un hígado dañado se recupere o, incluso, se sane; y sirve como puente al hígado dañado hasta que se encuentre un donante. La innovación del Dr. Matsumura estuvo en dejar el enfoque tradicional de recrear cada una de las funciones de un hígado mediante máquinas y, en cambio, diseñó un dispositivo que utiliza células de hígado de animales que, separadas por una membrana, permiten desintoxicar la sangre de los pacientes de la misma manera en que lo haría un hígado normal.

5. Wikipedia | 2001

Fue creada el 2001 por Jimmy Wales, hasta entonces ejecutivo financiero de Chicago. El objetivo de Wikipedia es lograr "un mundo en que todas las personas en el planeta tengan acceso gratis a la suma de todo el conocimiento humano". Para lograrlo, el desarrollo se focalizó en generar una enciclopedia que ofreciera contenido gratis que pudiera ser construida y editada de manera colaborativa por cualquier persona con el interés de hacerlo. Wikipedia funciona bajo el alero de la Fundación Wikimedia, organización sin fines de lucro, y cuenta con 35 personas trabajando y un presupuesto de operación de US$ 10 millones al año. Al 21 de diciembre del 2009, contaba con más de 14 millones de artículos en más de 260 idiomas, creados por más de 11 millones de usuarios registrados, de ellos 85.000 son personas que contribuyen de manera regular, y 1.705 administradores repartidos por todo el mundo. Wikipedia cuenta actualmente con más de 340 millones de usuarios al mes, llegando a alrededor de un tercio de los usuarios de internet y se ha transformado en el quinto sitio más visitado en la web.

6. Elemental y Un Techo para mi País | 2006

Dos arquitectos chilenos, Alejandro Aravena y Pablo Allard, estaban en Boston hablando de las maravillas de la arquitectura chilena cuando Andrés Iacobelli, ingeniero y ex director del Servicio País, les disparó una pregunta: "Si la arquitectura chilena es tan buena, ¿por qué la vivienda social es tan mala?". Así nació Elemental, de una pregunta. Esto es algo que el equipo de Elemental cultivó en el desarrollo del proyecto: tomar un problema e invertir tiempo en definir la pregunta correcta, para luego responderla correctamente. Elemental ha generado una mirada nueva a la vivienda social, que le ha valido numerosos premios a nivel nacional e internacional.

Paralelamente está la iniciativa de Un Techo para mi País (UTPMP) que nace en 1997 en Chile, pero se extiende como movimiento latinoamericano en el 2001. La visión de UTPMP es lograr una Latinoamérica sin extrema pobreza, donde las personas cuenten con una vivienda digna y una mejor calidad de vida.  Muchos identifican "Techo" -cuyo fundador y capellán es el sacerdote jesuita Felipe Berríos- con la construcción de mediaguas, pero es más que eso: van más allá de la vivienda, orientándose a innovar al resolver desafíos de la pobreza, y con algunos métodos y procesos que ya se los querrían las mejores empresas de Chile.
Recientemente, el Centro de Innovación Social de UTPMP, junto al BID, congregó a representantes de escuelas de ingeniería y negocios de toda Latinoamérica, más a Mariana Amatullo, del Art Center College de Pasadena, para pensar en maneras de ir más allá en la resolución de problemas de la pobreza. Tanto es el impacto que están generando, que su director, Julián Ugarte, ha sido invitado a participar de Singularity University, en el NASA Ames Research Center en Silicon Valley. Esta distinción para Techo es destacable porque los asistentes a este programa incluyen a varios premios Nobel, además de los fundadores de Google, Facebook y otras empresas de alto impacto a nivel mundial.

7. Nanosolar Panel Sheet | 2004

Nadie duda que estamos en una era de crisis energética, y la búsqueda por generación de energía de fuentes alternativas y renovables es cada vez mayor.  Una de esas fuentes es la energía solar. Sin embargo, uno de los grandes problemas es que deben ser lo suficientemente baratas como para competir con fuentes fósiles, como el carbón. Los paneles solares tradicionales están un 200% por sobre el costo de producción por cada Watt que genera el carbón. Parte del problema es que están hechas de silicio, cerca del 70% del cual se pierde durante el proceso de producción. Nanosolar, empresa con sede en San José (California) ideó una manera de generar paneles solares, pero sin el panel.  La innovación vino de utilizar un enfoque totalmente nuevo para pensar y diseñar energía solar fotovoltaica: usar tecnología de impresión tradicional, 100 veces más rápida que el método de producción tradicional de ultravacío, para crear una capa de semiconductor 100 veces más fina que una lámina de silicio. De esta manera, la empresa ha generado la tecnología para "imprimir" rollos de paneles solares a un costo de US$ 0.30 por cada watt de capacidad de producción. Nanosolar ha hecho realidad el sueño de energía solar rentable, y ha comenzado las operaciones de una planta de fabricación de panelsheets, con una capacidad de construir 640 MW de paneles al año, si la planta operase 24 horas al día.

 
8. Vacuna contra el Papiloma Humano | 2006

De acuerdo a varias fuentes, el Virus del Papiloma Humano (VPH) es la infección de transmisión sexual más común entre adultos, y está asociado con la generación de cáncer cervical, verrugas genitales, y otros tipos de cánceres genitales, anales y de garganta. Estimaciones en los Estados Unidos muestran que más del 50% de las mujeres se infectarán de al menos una de las 100 variantes del VPH lo que, incluyendo hombres, subiría al 75% de la población en capacidad de reproducción. El cáncer cervical es el quinto cáncer de mayor tasa de mortalidad en mujeres, mientras en los Estados Unidos 36 entre cada 100 mujeres diagnosticadas muere cada año, a nivel mundial la relación es de 50 muertes cada 100 mujeres diagnosticadas, llegando a 233.000 al año. En 2006, los doctores Richard Reichman, William Bonnez y Robert Rose, desarrollaron en paralelo una vacuna contra algunas variantes de este cáncer, que fue aprobada por la Food and Drugs Administration. Las dos vacunas disponibles, Gardasil y Cervarix, han mostrado una efectividad de casi el 100% para prevenir el desarrollo de cáncer cervical para las cuatro variantes de VPH en horizontes de 4 y 6 años, respectivamente.

Las vacunas disponibles contra el Virus del Papiloma Humano tienen una efectividad de casi el 100%.


9. YouTube | 2005

Fundado en febrero de 2005 por tres ex empleados de PayPal, Chad Hurley, Jawed Karim y Steve Chen, YouTube se ha convertido en el líder en contenido audiovisual en la web. El lanzamiento oficial del sitio fue en noviembre del 2005, y un año después fue adquirido por Google en US$ 1.650 millones. Para fines de 2009, uno de sus fundadores estima que YouTube supera los mil millones de videos vistos por día, convirtiéndolo en el 4º sitio más visitado de la Web.  Su impacto, más allá de ser capaz de tener videos online, fue permitir  que cualquiera, sin importar su conocimiento técnico, pudiese publicar y compartir contenido audiovisual en la web, transformando esto en uno de los sellos de la cultura de internet. Además, ha permitido, en pocos minutos, democratizar contenido, publicar noticias y movilizar masas a cualquier persona con acceso a internet. Actualmente, YouTube cuenta con versiones locales en 22 países, y es pieza fundamental de varios sitios corporativos, universitarios y de media.


10. Hospital El Camino, Mountain View, California | 2009

Con una larga tradición hospitalaria, el 15 de noviembre del 2009 abrió sus puertas el nuevo hospital de Mountain View, desarrollado para plasmar un nuevo concepto de experiencia centrada en la salud, seguridad, conveniencia y confort de los pacientes.  Con una inversión de alrededor de US$ 470 millones, el nuevo hospital se ha transformado en la institución médica tecnológicamente más avanzada del mundo. El objetivo, sin embargo, no es sólo servir como hospital, sino además como laboratorio para hacer avanzar las fronteras del conocimiento en torno a tratamiento de pacientes.  Incluye robots que transportan suministros, instrumentos y maquinarias para cirugías remotas, manejo de resultados de exámenes y signos vitales mediante redes inalámbricas seguras, y dispositivos y computadores resistentes a infecciones, de manera de evitar propagar gérmenes entre pacientes y funcionarios. La fuente de estos logros está en el Centro para Integración de Tecnologías, fundado el 2008, con el objetivo de incorporar nuevas tecnologías y otorgar el mejor cuidado posible al paciente.

Carlos A. Osorio*.

 

Fonte: El Mercurio

Na zona leste de SP, um mega despejo à vista

Construção do Parque das Várzeas do Tietê pode desalojar mais de 5 mil famílias; políticas compensatórias são consideradas insuficientes

21/12/2009

Reprodução de Fernão Lopes, de São Paulo

Uma nova série de despejos se anuncia no estado de São Paulo: está para ser implantado o Parque das Várzeas do Tietê, também conhecido como parque linear do Tietê. Previsto para ter sua primeira fase inaugurada em 2012, ele se estenderá do bairro da Penha (zona Leste da cidade de São Paulo) até as nascentes do rio, no município de Salesópolis. A obra terá como consequência a desapropriação de mais de 5 mil famílias, mas, até o momento, não há um plano de reassentamento da população afetada.

 

Sua implantação, segundo o poder público, é parte de uma política compensatória para os danos ambientais causados pelo alargamento das pistas expressas da Marginal Tietê, juntamente com um esforço de embelezamento para a Copa do Mundo de 2014. Além disso, insere-se nas ditas políticas de despoluição do rio Tietê.

 

Ao todo, estão envolvidas no projeto 13 prefeituras, além do governo estadual. Nas fases posteriores, as obras do parque se estenderão até chegar à região das nascentes. Conforme o trecho do empreendimento, uma faixa que varia entre 50 metros e 200 metros a partir das margens do rio será desapropriada. Não há estimativa da população afetada nos outros municípios, mas certamente o número de famílias a serem desapropriadas aumentará, já que, até o município de Mogi das Cruzes, o rio Tietê corre numa região densamente ocupada.

 

 

Sem compensação

Apesar dos impactos, à população não foi oferecida nenhuma política compensatória considerada razoável. Até o momento, poucas pessoas foram sequer informadas do projeto; talvez nem imaginam que estão correndo um sério risco de perder suas casas. As que sabem, tentam espalhar a

 

notícia, mas estão apreensivas devido ao fato de os governos municipal e estadual não terem formulado até agora nenhum plano de reassentamento que seja adequado à realidade daquela população.

 

Representantes de movimentos dos bairros locais denunciam que a prefeitura levou em conta o cálculo de uma casa por família, enquanto cada casa abriga, na realidade, três ou até mais famílias, frequentemente em sobrados. Teria sido oferecido o reassentamento de apenas 600 famílias, e num município mais distante (Itaquaquecetuba, mais de 10km depois do bairro paulistano de São Miguel Paulista).

 

Também fazem parte das “alternativas” o “cheque-despejo” –, parcela única no valor de R$ 5 mil – e o “Vale aluguel”, uma bolsa de R$ 300 pelo período de um ano. Nenhuma das propostas chega perto de uma solução do problema.

 

A população pobre, que já havia sido empurrada para a várzea do rio Tietê pelas difíceis condições de vida, paga com o que é para muitos seu único bem: a casa própria. Em muitas áreas existe um constante risco de inundação. “Se pudéssemos, não moraríamos dentro do rio!”, reclama uma moradora da Vila da Paz, em protesto ocorrido no dia 2 de dezembro, em frente à subprefeitura de São Miguel Paulista. Na ocasião, reuniram-se diversos movimentos de toda a várzea, com moradoras e moradores do Jardim Romano, Vila Aimoré, Jardim Helena, Chácara Três Meninas, Pantanal, entre outras comunidades, todas exigindo a abertura de diálogo com a prefeitura e a cessação das hostilidades e atos de intimidação.

 

 

Ameaças à população

As ameaças estão cada vez mais comuns. Recentemente, realizou-se no Jardim Pantanal uma ação conjunta entre Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar e agentes da Operação Defesa das Águas, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente – com a ajuda de tratores. A ação só não se deu porque houve resistência da população, que se articulou e repeliu pacificamente a tentativa de despejo.

 

Outro fato relatado pelos moradores é a proibição da comercialização de material de construção na região: vários depósitos já foram multados; há também atuação da prefeitura no horário noturno, realizando confiscos arbitrários de tijolos, areia e pedras, sem nenhuma notificação e possibilidade de recuperar o material.

 

A população em si não é contra o projeto. Apoia pela questão ambiental e também devido à oposição à apropriação privada sistemática, que paulatinamente eliminou as áreas de lazer público. Mas percebe que novamente é ela que terá que ceder o lugar. E que não irá usufruir dos benefícios gerados, pois a obra não será para ela. Não por acaso os moradores da região não foram convidados para discutir o projeto e somente são tratados como obstáculos a serem removidos.

 

Os protestos vão continuar e prometem se intensificar, pois, a cada dia, mais pessoas se inteiram da situação. Vários movimentos de distintos setores e orientações políticas estão se unindo para exigir soluções duradouras, protestar contra o caráter excludente do projeto atual e impedir que aconteça uma verdadeira “catástrofe social”: despejar milhares de famílias, sem reassentá-las, para a construção de um parque para a Copa de 2014.

Fonte: brasildefato.com.br

A notícia do ano: desnutrição infantil no NE perto do fim

Reprodução de José Paulo Kupfer

18 de dezembro de 2009

A revista “Pesquisa”, edição de dezembro, publicada pela Fapesp, a fundação paulista de incentivo à pesquisa acadêmica e aplicada, traz uma notícia extraordinária, sem qualquer dúvida uma das mais importantes do ano. Levantamento  coordenado por pesquisadores da USP concluiu que, mantida a velocidade de queda atual, a desnutrição infantil no Nordeste pode ser eliminada em menos de 10 anos.

O estudo, segundo relato do repórter Fabrício Marques, mostra que a desnutrição infantil na região brasileira mais afetada pelo problema foi reduzida em um terço, entre 1986 e 1996, caindo de 33,9% para 22,2% das crianças nordestinas, e em quase três quartos, de 1996 a 2006, despencando para 5,9%. Carlos Alberto Monteiro, um dos coordenadores da pesquisa, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, afirma não existir caso documentado no mundo de redução tão veloz na desnutrição infantil (lei aqui).

Melhorias na escolaridade materna, saneamento básico e programas de transferência de renda são as principais explicações dos pesquisadores para o auspicioso fenômeno em curso no Nordeste. “Para controlar o problema em 10 anos será preciso manter o aumento do poder aquisitivo dos mais pobres e assegurar investimentos públicos para completar a universalização do acesso a serviços essenciais de educação, saúde e saneamento”, resumiu a também coordenadora da pesquisa, Ana Lucia Lovadino, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens).

Constata-se, mais uma vez, que a solução de problemas sociais complexos não deriva da iluminação de um único governante predestinado, nem se obtém instantaneamente, na base de alguma medida genial, adotada com ares de panacéia. Depende de decisão governamental firme, persistência no objetivo e continuidade na ação. Depende também – e o caso do programa Bolsa Família é disso emblemático – da capacidade de enfrentar a ferrenha resistência de uma parte da sociedade a distribuir a riqueza produzida com os menos aquinhoados.

Se os fracassos na aplicação de políticas sociais e econômicas são órfãos, os êxitos, infelizmente menos freqüentes, costumam incentivar ferozes disputas pela paternidade. No caso da desnutrição infantil no Nordeste, lamento informar aos militantes do Fla-Flu que contrapõe os governos FHC aos governos Lula, que o belíssimo jogo deu empate.

O êxito no combate à desnutrição infantil no Nordeste é uma combinação de melhorias na educação, investimento em saneamento básico e aplicação bem focada de políticas de renda. Uma lição aos que, aflitos para não colocar azeitona na empada do governo pelo qual não simpatizam, desqualificam as ações do “outro lado”.

A universalização da educação básica, implementada no governo FHC, que resultou em mães mais instruídas e, portanto, mais aptas a assegurar um desenvolvimento mais saudável a seus filhos, mesmo em condições de pobreza, não seria suficiente para produzir o avanço registrado na superação da desnutrição. Idem para a ampliação da rede de saneamento, ainda muito restrita, mas, bem ou mal, tocada nos dois governos. É fator fundamental, mas insuficiente, se aplicado isoladamente.

Também os aumentos reais do salário mínimo e, mais diretamente, os impactos de programas de transferência condicionada de renda, dos quais o Bolsa Família é um ícone, crédito dos governos Lula, seriam, sozinhos, insuficientes para reduzir a desnutrição na velocidade alcançada. É sabido – e pesquisas variadas confirmam – que o aumento da escolaridade materna é elemento crítico em questões dessa natureza. Filhos de mães menos pobres, mas, ao mesmo tempo, menos instruídas, tendem a apresentar mais problemas no seu desenvolvimento.

Os esforços para eliminar uma das mais terríveis chagas sociais brasileiras remontam a 1986 e, portanto, na verdade antecedem ao Fla-Flu. Naquele ano, foi realizada a primeira Pesquisa de Demografia e Saúde, um inquérito domiciliar que faz parte de um programa internacional, repetido a cada dez anos. Aplicada no Nordeste, a pesquisa, que permite acompanhar e comparar, de modo seguro e consistente, a evolução das políticas aplicadas para a superação do problema, foi regularmente repetida em 1996 e 2006.

Há ainda outras lições a extrair neste caso da acelerada redução da desnutrição infantil no Nordeste. Comprova-se, por exemplo, que, embora o crescimento econômico seja uma base necessária de sustentação, não é suficiente para a redução das desigualdades e a melhoria geral das condições de vida das populações mais pobres. E, sobretudo, quando o objetivo é acelerar a solução do problema.

É já antiga a convicção de especialistas em políticas de rendas, caso do renomado Ricardo Paes de Barros, do Ipea, de que programas de transferência de renda bem focalizados produzem efeitos aceleradores na redução das desigualdades e, principalmente, na redução da pobreza. No campo, ao pesquisar os motivos da redução acelerada da desnutrição infantil no Nordeste, Carlos Augusto Monteiro confirmou a tese.

“Parece pouco, mas com R$ 100 por família vitimada pela miséria extrema o panorama da desnutrição muda radicalmente”, disse Monteiro a Fabrício Marques, da revista da Fapesp. A redução da desnutrição, segundo ele, desatrelou-se da evolução do PIB. “O PIB do país sugeriria uma prevalência de desnutrição maior que a observada. O México, por exemplo, com um PIB próximo do nosso, tem taxa de desnutrição de 13 a 14%”, afirma.

Os pesquisadores da USP constataram ainda que a melhoria na escolaridade materna, produziu seus frutos mais relevantes anos depois do início da aplicação da política de universalização do ensino fundamental. As mães mais instruídas encontradas em 2006 começaram esse percurso ainda nos anos 90.

Idêntico raciocínio deve valer para os efeitos de programas como o Bolsa Família. Exigir “portas de saída” desde o primeiro dia de implantação do programa não faz sentido. Ao condicionar o benefício à caderneta escolar e à de saúde dos filhos, o programa não está, prioritariamente, focado nos pais, mas nas crianças.

Aos pais, vítimas da completa exclusão social, pouco se pode oferecer a não ser algumas oportunidades subalternas na economia eventualmente reativada pela circulação dos recursos oriundos da transferência de renda. Considerá-los vagabundos, sem levar em conta as condições adversas em que cresceram e vivem, é uma crueldade.

Ainda não houve tempo de as crianças alcançadas pelo Bolsa-Família se apresentarem nas “portas de saída” por muitos exigidas, no afã de desqualificar o programa. Mas, enquanto isso, o programa vai contribuindo, decisivamente, ao acelerar a eliminação da desnutrição infantil no Brasil, não só para apagar uma chaga social brasileira, mas também formar uma nova base de cidadãos, simultaneamente mais produtivos e menos onerosos para a sociedade.


Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/a-noticia-do-ano-desnutricao-infantil-no...

UMA ESCOLHA PARA A HISTÓRIA (Copenhagen 2009)

For english: The Guardian

Para español: La Brújula Digital

(7 de dezembro de 2009)

Hoje, 56 jornais de 44 países dão o passo inédito de falar com uma só voz, por meio do mesmo editorial. Tomamos essa atitude porque a humanidade enfrenta uma séria emergência.

Se não nos unirmos para tomar uma ação decisiva, as mudanças climáticas devastarão nosso planeta, acabando também com nossa prosperidade e nossa segurança. Os perigos têm se tornado evidentes há uma geração. Agora, os fatos começaram a falar por si: 11 dos últimos 14 anos foram os mais quentes já registrados, o gelo do Ártico está derretendo e a alta nos preços do petróleo e dos alimentos no ano passado é um exemplo do caos que pode estar por vir. Nas publicações científicas, a questão não é mais se os seres humanos devem levar a culpa pelo que está acontecendo, mas quão curto é o tempo que temos para reduzir os danos. Até aqui, a resposta mundial tem sido fraca e sem entusiasmo.

As mudanças climáticas foram causadas ao longo de séculos e têm consequências que durarão para sempre. As nossas chances de frear o problema serão determinadas nos próximos 14 dias. Apelamos aos representantes dos 192 países reunidos em Copenhague a não hesitar, não entrar em disputas, não culpar uns aos outros, mas aproveitar a oportunidade advinda deste que é o maior fracasso político moderno. Esta não deve ser uma luta entre ricos e pobres ou entre Ocidente e Oriente. As mudanças climáticas afetam a todos e devem ser resolvidas por todos.

A ciência envolvida é complexa, mas os fatos são claros. O mundo precisa agir para limitar a 2ºC o aumento da temperatura global, um objetivo que exigirá que as emissões mundiais de gases-estufa alcancem um teto e comecem a cair nos próximos cinco a 10 anos. Um aquecimento maior, de 3ºC a 4ºC – o menor aumento que podemos esperar se continuarmos sem fazer nada –, poderá levar seca aos continentes, transformando áreas agrícolas em desertos. Metade das espécies poderá ser extinta, milhões de pessoas poderão ser desalojadas, nações inteiras inundadas pelo mar.

Poucos acreditam que Copenhague ainda possa produzir um tratado definitivo; progresso real nessa direção só pôde surgir com a chegada do presidente Barack Obama à Casa Branca e com a reversão de anos de obstrucionismo americano. Mesmo agora, o mundo se encontra dependente da política interna americana, pois o presidente não pode se comprometer completamente com as ações até que o Congresso americano o faça.

Mas os políticos em Copenhague podem e devem definir os pontos essenciais de um acordo justo e efetivo e, especialmente, estabelecer um cronograma para transformá-lo em um tratado. O encontro sobre o clima das Nações Unidas em junho próximo, em Bonn (Alemanha), deveria ser o prazo final. Como um negociador colocou: “Nós podemos ir para a prorrogação, mas não podemos bancar uma nova partida”.

No coração do acordo, deve estar um acerto entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, determinando como o fardo do combate às mudanças climáticas será dividido – e como partilharemos um novo e precioso recurso: os trilhões de toneladas de carbono que poderemos emitir antes que o mercúrio do termômetro atinja níveis perigosos.

As nações ricas gostam de citar a verdade matemática de que não pode haver solução até que gigantes em desenvolvimento como a China tomem atitudes mais radicais do que as adotadas até agora. Mas o mundo desenvolvido é responsável pela maior parte do carbono acumulado na atmosfera – três quartos de todo o dióxido de carbono (CO2) emitido desde 1850. Por isso, precisa tomar a liderança: todos os países desenvolvidos devem se comprometer a fazer cortes profundos, reduzindo suas emissões dentro de uma década a níveis muito mais baixos do que os de 1990.

Os países em desenvolvimento podem argumentar que não causaram a maior parte do problema e também que as regiões mais pobres do mundo serão atingidas com mais força. Mas passarão a contribuir cada vez mais para o aquecimento global, e, deste modo, devem se comprometer a agir de forma significativa e quantificável por conta própria. Apesar de ficar aquém do que muitos esperavam, o recente comprometimento dos maiores poluidores do mundo, Estados Unidos e China, com metas para redução de emissões foi um importante passo na direção certa.

A justiça social exige que o mundo industrializado coloque a mão no fundo do bolso e reserve dinheiro para ajudar os países mais pobres a se adaptar às mudanças climáticas, assim como a investir em tecnologias limpas que permitam seu crescimento sem aumentar as emissões. Um futuro tratado também deve ser muito bem esboçado – com rigoroso monitoramento multilateral, compensações justas para a proteção de florestas e avaliações confiáveis de “emissões exportadas”,

para que o custo possa, com o tempo, ser dividido de forma mais equilibrada entre os que elaboram produtos poluentes e aqueles que os consomem. E a justiça requer que o peso com o qual cada país desenvolvido deve arcar individualmente leve em conta sua capacidade de suportá-lo; novos membros da União Europeia, por exemplo, normalmente muito mais pobres do que os antigos, não devem sofrer mais do que seus parceiros ricos.

A transformação custará caro, mas muito menos do que a conta paga para salvar o sistema financeiro mundial – e imensamente menos do que as consequências de não se fazer nada.

Muitos de nós, particularmente no mundo desenvolvido, terão de mudar seus estilos de vida. A era de voos que custam menos do que a corrida de táxi até o aeroporto está chegando ao fim. Teremos que comprar, comer e viajar de forma mais inteligente. Teremos de pagar mais pela nossa energia e usá-la menos.

Mas a mudança para uma sociedade de baixo carbono traz a perspectiva de mais oportunidades do que sacrifícios. Alguns países já descobriram que adotar a transformação pode trazer crescimento, empregos e uma melhor qualidade de vida. O fluxo de capital conta a sua própria história: no ano passado, pela primeira vez, o investimento em fontes renováveis de energia foi maior do que na produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis.

Abandonar nossa dependência do carbono dentro de poucas décadas requererá uma façanha de engenharia e inovação sem precedentes na história. Porém, enquanto a ida do homem à Lua e a fissão do átomo nasceram do conflito e da competição, a corrida do carbono que vem por aí deve ser liderada por um esforço conjunto para atingir a salvação coletiva.

A vitória sobre as mudanças climáticas exigirá o triunfo do otimismo sobre o pessimismo, da visão sobre a miopia, o êxito do que Abraham Lincoln chamou de “os melhores anjos da nossa natureza”.

É nesse espírito que 56 jornais de todo o mundo se uniram por meio deste editorial. Se nós, com tantas diferenças de perspectiva nacional e política, podemos concordar sobre o que deve ser feito, então certamente nossos líderes também poderão.

Os políticos em Copenhague têm o poder de moldar o julgamento da História sobre esta geração: uma geração que viu um desafio e o encarou, ou uma geração tão estúpida, que viu o desastre chegando mas não fez nada para evitá-lo. Imploramos que façam a escolha certa.

 

Fonte: Diário Catarinense, Zero Hora, The Guardian, La Brújula Digital

Solving Global Poverty

by Caitlin Chock

Nearly half of the World's population are currently living below the $US 2 a day poverty line. These numbers only look to increase as the Global population is set to expand by another 1.2 billion over the next ten years, and at the same time the stark income gap is expanding. Currently 40 percent of the poorest make up just 5 percent of the total income while three quarter's of the world's income is owned by a mere 20 percent of the World's richest. Global poverty is another aspect that is directly related to not only climate change but other consumption habits, and in trying to solve the World's environmental state we can aim to improve the living situations of those impoverished. Yet there are two ways we can have an effect on those barely getting by and dying, and even though being ethical consumers and directly cutting carbon emissions will help, it is worth nothing that our efforts may be better spent addressing their plight head on and that in turn will have a greater impact on the environment as well.

This is an interesting argument put up by Bjorn Lomborg, the man who organizes the Copenhagen Consensus and is one of the professors in the Copenhagen Business School, who says that instead of generating our budgets around the matters of climate change alone we should hone them on humanity causes. Lomborg recognizes that by cutting back on carbon emissions we can indirectly reduce the amount of those suffering from hunger, but if we spend our funds directly on Global poverty we can be 5,000 times more effective. Should the money be spent on climate changing matters alone with $180 billion until 2100 the hungry would be spared by 2 million during that time, yet if instead the money was spent in a way mapped out by the UN to attack hunger head on 229 million would be saved right now.

Further, by changing the focus of foreign aide from a simply climate and carbon gas perspective to that of malnutrition, agriculture, and immunization, we would be able to net 15 to 20 times a greater return for the money spent. The fact is, with the estimated 3 to 7 degree Fahrenheit rise in Global temperatures by 2100, the $180 billion proposed to be spent annually until then will only get us a reward of a 0.3 degree reduction. While that is in the right direction, we must wonder if the funds could be better spent elsewhere. There are many other points and statistics to his argument, but I feel the point being made is that there is also an ethical component. Just as the environment is in need of dire attention, so too are the millions upon millions of those suffering under hunger and Global poverty.

There is much to be discussed and planned in the Copenhagen meeting that is underway as of Monday, and it seems that while countries need to reduce their greenhouse gas emissions to curb Global warming, they should also plan with their hearts as well. The need for ethical consumption is something of a life and death matter, quite literally, and part of it obviously comes down to looking long term and where our World is headed (climate change and population statistics included) but it should also take into account the here and now. With so many nations and people left hungry and suffering, they need our aide just as much as our planet, and our resources and budgets should reflect that. And according to Lomborg this is not a one or the other type of situation, as he has the facts and numbers to prove that by taking care of the hungry today we will not only yield a greater return for the costs but also do well in combating the climate change issue as well.

 

From: justmeans.com

Como as crianças nos faróis já fazem parte do cenário dos cruzamentos, parece que ficam invisíveis.

Quinta-Feira, 03 de Dezembro de 2009

Crianças faturam até R$ 2 mil em 245 faróis, esquinas e feiras de SP

Com a chegada das festas de fim de ano, rendimento de mendicância infantil salta de R$ 40 para R$ 70 por dia

Por Fernanda Aranda

A cidade de São Paulo tem pelo menos 245 pontos - entre cruzamentos, semáforos e feiras livres - em que há concentração de mendicância infantil. Nesses locais, meninos na maioria com idade entre 8 e 11 anos conseguem fazer a esmola render até R$ 2 mil por mês. O mapeamento foi feito por equipes de agentes sociais ligadas à Prefeitura. Os técnicos afirmam que essas mesmas áreas tendem a ficar mais disputadas pelas crianças com a proximidade das festas de fim de ano. Garotos e garotas sabem que a solidariedade aflorada reverte-se em mais dinheiro quando pedem esmola nas janelas dos carros ou quando apresentam malabares.

O raio X da mendicância urbana de crianças e adolescentes foi coordenado pelo pedagogo Itamar Moreira, com o auxílio do Instituto Social Santa Lúcia e do grupo Presença Social nas Ruas, entidades conveniadas à Secretaria Municipal de Assistência Social, responsáveis por projetos de combate à mão de obra infantil. Moreira contou os casos e regiões de incidência durante todo ano passado e publicou o livro com os resultados em outubro deste ano. Dos 245 pontos revelados, 25,7% estão em Pinheiros, zona oeste; 17,1% em Santo Amaro, zona sul, e 15,1% em Santana, zona norte. Lapa, Vila Mariana, Mooca, Jabaquara, Saúde, Moema e centro são as outras regiões de maior concentração dessas crianças.

"Perto do fim de ano, o trabalho de tentar resgatar os meninos fica ainda mais complicado, porque eles ganham muito mais dinheiro nesta época", afirma Moreira. Jonathan, de 13 anos - um dos meninos atendidos pela entidade -, confirma o adicional no rendimento. Ele costuma ganhar R$ 40 por dia. Mas, entre novembro e dezembro, em abordagens de só "dois ou três carros" que passam pela Avenida Brasil (onde faz malabares), "dá para levar uns R$ 70 "contos"".

Não é o aumento da renda o único desafio do trabalho de resgate dos meninos das vias públicas, diz Moreira. "Outro complicador é que a população no geral tem resistência em enxergar esses meninos como vítimas de exploração de trabalho. Se, em vez do malabares eles estivessem com uma enxada nas mãos, a associação seria imediata. Mas como as crianças nos faróis já fazem parte do cenário dos cruzamentos, parece que ficam invisíveis." 

Gabriella Bighetti, gerente de Projetos da Fundação Telefônica - que por meio do projeto Pró Menino trabalha a questão da mão de obra infantil nas metrópoles - cita outros perigos a que crianças "invisíveis" estão expostas. "Alicia mento criminoso, exposição ao uso de drogas e abuso sexual", completa. Outras vulnerabilidades são a exposição ao sol sem proteção e desidratação.

Anderson, de 16 anos, mostra sua cicatriz na perna direita como exemplo de um outro perigo dos faróis. "Foi um jipe que me pegou. Fiquei internado dois meses na Santa Casa", conta, ao citar que muitos dos seus amigos "já foram atropelados".

Fonte: estadao.com.br

É agora José!

Certa vez, um Zezinho chegou triste. Trazia uma reclamação da escola. No bilhete, que deveria ser assinado pela mãe, a professora se queixava: o menino costumava ir à escola cheirando a xixi e com o caderno sujo de barro. A psicopedagoga Ana Beatriz Fernandes Nogueira não teve dúvidas. Convidou a professora para visitar a casa do aluno. Depois de entrar na favela, atravessar vielas íngremes e enlamear os sapatos, a professora descobriu que não se tratava de um simples caso de desleixo. O menino, filho de um traficante, não tinha mãe para assinar o bilhete porque vivia com a avó, deficiente visual. O caderno ficava sujo de barro porque o barraco era de terra batida e lá não havia mesa. O banheiro, quase a céu aberto, era coletivo.

Fonte: Projeto Generosidade

 

 

 

Appropriate technology: The Darfur Stove Project

Every day in Darfur refugee camps, women leave to travel on six to seven hour missions to collect fuel wood for their meals, and every day these women increase their risk of violent attack. When Ashok Gadgil, a physicist at Lawerence Berkeley National Laboratory, visited Darfur to observe how families were cooking their meals and foraging for wood, he launched a project with Ken Chow through Engineers Without Borders to contribute to solving this problem. The Darfur stove is a ten pound metal stove which requires only one quarter of the amount of firewood used in a traditional cooking fire, and is also more cost effective than firewood cooking.

The Darfur Stove is considered an appropriate technology, or “approtech,” a technology designed with special consideration to the environmental, ethical, cultural, social and economical aspects of the community for which it is intended. Before designing and engineering the stove, the Darfur Stoves team looked at the cooking styles of the refugees, the pots used, the food cooked, and other parts of the food-making experience. Only then was a prototype built, tested, and modified again. Appro-tech is a method that stands in stark contrast to the more common occurrence of developed world technology implemented to solve developing world issues, without careful understanding of local cultural, ethical, social, and environmental impacts.

The project recently announced an assembly facility in El Fasher, the capital of Darfur, in partnership with Oxfam America and the Sudanese organization Sustainable Action Group. The stoves, designed in California, are manufactured in Mumbai, India, and shipped flat-pack style for assembly in Darfur, Sudan, where the facility provides an income for assembly workers. The facility will go further to solve a large scale problem: over two million people live in camps in western Sudan, supplied with food aid by NGOs and other aid organizations, but not with the fuel to cook their meals.

The Darfur Stoves Project also has implications beyond Darfur, where black carbon smoke from rudimentary cooking fires contribute to greenhouse gas emissions, deforestation, and poor indoor air quality. Over half of the world's population uses rudimentary cooking stoves that impact their health, and the environment. Aid organizations and social entrepreneurs are learning how similar technology can be applied in other regions around the world.

This holiday season, give the gift of technology – to Darfur Stove’s parent organization, Technology Innovation for Sustainable Societies (TISS), or donate through a partner organization such as The Hunger Site

 

From openforum.com